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nov 6

Psicanálise

O psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud em 1890. Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior como psicologia e psiquiatria. A formação do psicanalista deverá ser realizada através de um curso de psicanálise de no mínimo 5 anos por uma instituição reconhecida, bem como análise individual e supervisão com outro profissional psicanalista.
Freud através de suas conversas com pacientes acreditava que os problemas destes originavam-se de uma não aceitação de determinados acontecimentos em suas vidas e com isso reprimiam seus desejos no inconsciente, nascendo daí uma fantasia. A psicanálise consiste na interpretação destes conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseada nas associações livres e na transferência realizada pelo psicanalista.
Uma descrição simplificada deste método é o paciente numa postura relaxada dentro do consultório do psicanalista, onde lhe será solicitado dizer tudo o que lhe vier à mente (sonhos, esperanças, desejos, necessidades, fantasias, tristezas, acontecimentos diários, história familiar, etc.); o analista faz uma escuta psicanalítica somente quando no seu julgamento profissional é visualizada uma oportunidade para que o paciente tome consciência dos conteúdos reprimidos que necessitam ser esclarecidos ao mesmo tempo proporcionando um ambiente seguro, sigiloso e acolhedor.
O resultado que se pode esperar deste processo é uma maior compreensão das ações e sentimentos, obtendo um autoconhecimento e um autocontrole. De posse de uma maior compreensão de si mesmo, o paciente tenderá a viver de forma mais consciente, visando a obtenção de uma melhor qualidade de vida para si, reduzindo muito as manifestações dos sintomas e sofrimentos antes vivenciados e promovendo mudanças positivas.
A psicanálise pode ser utilizada também como uma terapia de apoio nos casos de tratamentos de ordem psiquiátrica, não inviabilizando ou mesmo substituindo a necessidade do acompanhamento médico e medicamentoso. Por tratar-se de uma técnica de tratamento cujo maior recurso é analisar o indivíduo, ela é indicada para todas as pessoas que apresentem algum sintoma como, por exemplo: depressão, stress, impulsividade, sentimento de culpa, complexos, traumas, tristeza, dificuldades em função de relacionamentos em geral, sintomas corporais sem causas especificadas, obsessões, medos, crises de ansiedade, dificuldade de aprendizagem, problemas sexuais de origem emocional, pânico, transtornos de humor e de personalidade, uso abusivo de álcool e drogas, relacionamentos conjugais, dentre outros.
Atualmente existem vários estudiosos que complementaram e estenderam o estudo iniciado por Freud, como Melanie Klein, Winnicot, Bion, entre outros.

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